Universidade Federal de Campina Grande
Um estudante foi conduzido à Central de Polícia após uma confusão durante uma manifestação estudantil em defesa da democracia, realizada nesta quinta-feira (8), em frente à Unidade Acadêmica de Arte e Mídia da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), em Campina Grande.
Segundo a Polícia Militar, a ocorrência começou após policiais serem acionados para conter uma situação envolvendo um jovem suspeito de ter cometido injúria racial contra uma funcionária da universidade. De acordo com a PM, o jovem teria arrancado cartazes de um candidato à Presidência da República, o que provocou uma discussão com eleitores e motivou a presença da polícia para evitar agressões.
Ainda segundo a PM, durante o atendimento, a funcionária relatou aos policiais que havia sido vítima de injúria racial. O jovem foi então conduzido para a delegacia.
A Polícia Militar informou ainda que, enquanto a viatura seguia para a Central de Polícia, um homem teria parado o veículo, cuspido em um policial e chamado o agente de “fascista”. Ele também foi conduzido à delegacia e o caso foi registrado como possível desacato.
Já a versão apresentada por estudantes, no entanto, é diferente. Segundo relatos, três homens teriam entrado na instituição e começado a retirar de forma agressiva os cartazes utilizados no protesto. Os estudantes afirmam que a Polícia Militar também teria agido de forma agressiva durante a ocorrência.
De acordo com os estudantes, um deles cuspiu no chão e acabou sendo detido por um policial, que teria interpretado o gesto como uma cusparada em sua direção. Os estudantes também afirmam que o jovem foi colocado na viatura e contido pelos policiais de forma agressiva.
O homem suspeito de injúria racial também foi levado para a delegacia. Segundo a PM, o caso depende da manifestação da suposta vítima para prosseguir.
Os dois casos — o possível desacato e a suspeita de injúria racial — foram encaminhados para a Central de Polícia de Campina Grande. As circunstâncias da ocorrência deverão ser apuradas pelas autoridades.
MaisPB